terça-feira, 23 de maio de 2017

Fernando Marinho, triatleta da Newpace, conta como foi sua preparação pra o Ironman

Família Marinho reunida em Caiobá

Galera, hoje estou compartilhando com vocês como foi a preparação do meu amigo Fernando para o Iron, Sem mais delongas, ele fica com a palavra.

         Meu nome é Fernando Antonio Marinho, Eng Agrônomo, empresário e produtor rural. Sou proprietário da Casa Verde Garden Center há 17 anos e vou começar explicando como começou esta história de triatlhon em minha vida. Em 2014 tinha 107 Kg e a saúde já apresentava sinais de que não ia muito bem. Resolvi correr, pois era muito prático e barato. Quase tive um infarto na primeira maratona de 500m - cheguei a ver estrelinha e pensar que ia infartar. Depois fui aumentando gradativamente as distâncias até fazer uma prova de corrida noturna - UNIMED 5 Km. Foi quando conheci o pessoal da Newpace e o Rodrigo Baltazar. Não achava necessário acompanhamento pra correr; ledo engano. Num treino de corrida na lagoa da Conceição vi uma turma da equipe treinando transição na lagoa, pedalando no rolo e correndo pelo Canto dos Araças. Fiquei impressionado e perguntei pro Rodrigo se ele achava que eu tinha condições de fazer aquilo, o que confirmou de imediato (louco da cabeça).
Um sonho realizado
         Na outra semana, fomos assistir o Ironman em Jurerê, coisa que já fazíamos há anos como tradição familiar. Minha filha (Letícia 12 anos) ficou impressionada com uma situação na chegada, onde um pai quis entrar no funil com o filho para cruzar o pórtico e foi desclassificado, pois a partir daquele ano foi proibido. Aquele episódio rendeu uma conversa de umas duas horas entre nós, e no final ela afirmou que queria fazer aquilo um dia. No outro fim de semana comecei meus treinos de Triatlon. Ela e o irmão João Henrique (10 anos) começaram, em julho, a treinar na escolinha de triatlon de São José com a treinadora Elinai, mas como os treinos eram no período vespertino eles não puderam continuar, pois estudavam à tarde, havendo choque de horário. Começaram então a correr comigo e minha esposa na Newpace a convite do Rodrigo, uma vez que eles já praticavam natação. De agosto a dezembro faltaram apenas a três treinos, com muita disposição e vontade. Eram, e são, os mascotes da equipe. Fizeram duas provas - duatlon de São José e um aquatlon em Jaraguá do Sul. No final do ano Rodrigo queria saber se eu os arrancava da cama para treinar com chuva, frio e escuro muitas vezes. Expliquei que eles curtiam muito esse momento familiar e então ele propôs treinar as crianças de maneira "séria".

Com a galera da equipe
        Neste momento fiz minha primeira prova de triatlon em São Francisco do Sul, correndo junto com o Paulo Escobar. No inicio de 2015 eles começaram firme no triatlon. Naquele ano foram (os dois) campeões catarinense, campeão do Powernan kids, Challenge kids, Campeão Brasileiro (João) e Lê, terceira colocada no Brasileiro. 
Fiz todo o campeonato catarinense  e acabei me arriscando no 70.3 do Challenge no fim do ano em Florianópolis (Prova fantástica, onde cruzei o pórtico com os dois no colo). Vi que o negócio era bom e queria mais. Resolvi estabelecer uma meta a qual persigo constantemente. Fazer dez provas de meio ou Ironman até completar cinquenta anos - tenho 43. As crias continuaram motivadas e obtiveram bons resultados em 2016, praticamente repetindo o que ocorreu em 2015. Desde então, temos uma relação familiar neste esporte, onde me vejo muito mais como um laboratório de testes para eles do que propriamente um atleta individual. Sei que um equipamento é melhor que outro, provei suplementos, comidas, treinamentos, e tudo mais para que eu tenha segurança e conhecimento para passar pra eles. São minhas fontes de inspiração. Vou fazer essa prova pra eles. Eles terão essa referencia em casa. De lambuja, perdi 22 Kg, meu colesterol é 126 e tenho saúde melhor que 15 anos atrás. 


         Agora falando da preparação propriamente dita para o Iron, ela começou em setembro de 2016, pois fiz a prova de Pucon no Chile (70.3) em janeiro deste ano, e acabou emendando com a do Iron Floripa.O Rodrigo me enganou dizendo que o treino era praticamente o mesmo, e que só aumentaria o volume nos finais de semana. Mentira deslavada. Kkkkkk. A sorte é que essa empreitada era um projeto familiar, o que me deu mais força e apoio para vencer todo o treinamento de forma muito positiva. Não furei nenhum pneu desde novembro (uso pneu duplo). Treinamos em todas as condições possíveis: calor, chuva, vento contra (na ida e na volta) kkkkkk, frio, mar liso, com onda, agitado, em equipe, sozinho, de manhã, de tarde e de noite, enfim.... Temos um pequeno grupo de atletas este ano, mas um grupo muito coeso e amigo. Perdemos só um, por lesão, mas o cavalo garantiu vaga para o mundial de olímpico na Holanda (André Venturi).


         Foi um período intenso e muito produtivo. Garanto que cumpri 95% da planilha, 5% unicamente por falta de tempo. Não tive nenhuma lesão, a não ser por um tombo de bike que me atrapalhou o ombro e consequentemente a natação uns três treinos. Mas fiz um treinamento consistente, gradativo e eficaz, pois me sinto muito bem treinado e com confiança para fazer uma boa prova. Minha meta não é ambiciosa -12 horas. Quero chegar bem, comemorar com os filhos e a esposa, curtir a prova e tirar muitas fotos. Kkkkkkk. Fiz muitas amizades e reconheço que esse ambiente me proporciona muitas alegrias em superar meus limites. Tenho convicção de trilhar um caminho do bem, reconheço o esporte como uma ferramenta educacional muito potente, tanto para mim como para meus filhos, e espero colher frutos desta época daqui a muitos anos. Estou inscrito pra fazer o Ironman de Cascais 70.3 em setembro e não paro mais, se Deus quiser.

Ah, nossas fotos são feitas pela minha esposa, Vanessa Dreyer Marinho, que passou a correr só pra bater fotos da gente. Kkkkkk

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Último longo de corrida antes do Iron


          Eu não mataria o último longo de corrida antes do Iron nem que chovesse canivete. Faltou pouco, viu. Porque o aguaceiro não me deu moleza. Ontem, por exemplo, a chuvarada me manteve isolado no CT, sem bike e sem ter como chegar em Floripa. É que fui pra o sítio de motoca e não quis arriscar pegar um resfriado. Acordei hoje, entretanto, decidido a fazer meu treino de qualquer jeito. Os treze graus, o frio e a lama da estrada foram obstáculos que exigiram um pouco mais de coragem. Fiz um café, fervi o leite e tomei um duplo. Café com leite duplo, deixo claro. Bem alimentado e hidratado de ontem, optei por treinar em jejum. Fiquei, mesmo assim, receoso de apanhar um resfriado e corri com um corta vento. Ele ajudou muito a manter o corpo aquecido durante todo o percurso, mesmo que sob chuva.  Calcei o tênis que vai estrear no Iron pra ele pegar um pouco de lama e se molhar um bocadinho. Quando terminei, fui até o pomar e colhi umas bergamotas pra me hidratar. E um banho quente foi mais do que bem vindo. Aí foi pegar a Supermotathlon e descer a serra porque amanhã tem o último longo de natação em Jurerê. Então boooora. 

Resumo do treino



quarta-feira, 17 de maio de 2017

Nessa época, tudo lembra o Iron

Cafezinho pra espantar o frio

         O treino de hoje foi curto, como será nesses dias que antecedem o Iron. Aproveitei pra emplacar o jejum da semana. Estava bem alimentado de ontem e não haveria problema algum. O frio da manhã no CT é que me disse pra ficar experto. Nessa época do ano a diferença de temperatura em relação a Florianópolis é muito grande, apesar da pequena distância – 50km. Fiz um café, esquentei o leite e fui pra varanda curtir a natureza e fazer um pouco de meditação. Tudo bem que existem milhares de locais ótimos pra se tomar um café da manhã, mas o meu é o meu, né? Mesa de madeira rústica, riacho saracoteando lá embaixo, pássaros cantando, galinhas cacarejando, sol se exibindo... Em seguida, aproveitei pra dar cabo de pequenos afazeres do sítio. Minha bike TT ficou em Floripa e não rolou o tradicional aquecimento. O serviço contribuiu pra aquecer. Passava das dez horas quando desci caminhando até o circuito de Santa Isabel pra fazer minha corrida.  Eram 3k fraco e seis de fartleck – 1k firme e outro moderado a solto. Ao término, caminhei 2,5k pra soltar a perna. Já em casa, recebi um email da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Aquele Estado onde políticos encheram os bolsos com o dinheiro da merenda escolar e saíram de bouas. Calma, o email nada tem com a roubalheira, era só uma nota fiscal comprovando minha inscrição no Ironman Brasil. Parece mesmo que tudo lembra o Iron nessa época. Passei o resto do dia me segurando pra não me lançar ao funcional caipira. Descanso é, agora mais que nunca, treino. See you.

Temperatura insistindo em não subir

Parece que tudo lembra o Iron


Resumo do treino





terça-feira, 16 de maio de 2017

Só um resumo

Giro pós-pedal 
         Por motivo de cansaço, postarei apenas o resumo do treino. Hahaha. Tô cansado, gente boa. E o dia foi muito corrido.

Resumo do treino









segunda-feira, 15 de maio de 2017

Alongar ou se espreguiçar, eis a questão

Se espreguiçando - parte 1
         Correr nove quilômetros progressivos em ritmo moderado, foi essa a orientação que tive pra hoje. Quando mais se aproxima o dia do Iron, mais curtos ficam os treinos. Saí da Daniela e segui até completar 4,5km. Depois era só retornar. Não é que o retorno foi bem na frente do P12?! Pra quem não sabe, o P12 é o local onde é montada a estrutura do Iroman Brasil. É onde fica a linha de chegada dos triatletas. Quando estou no CT, sempre pedalo no rolo pra aquecer. Aqui em Floripa não faço o mesmo. Limito-me a um leve aquecimento, algum educativo, me espreguiço e saio. Digo 'me espreguiço' porque é o que faço ao invés de alongar. Hahaha. "Gile, você não alonga?", alguém pode até me perguntar. Não, não alongo. No máximo me espreguiço. Também não vou ao massagista. Não que eu seja contra massagem, mas é que das vezes que fui - duas ou três - fiquei com a musculatura muito dolorida. E normalmente não sinto dor muscular, por isso prefiro ficar sem massagem. O que me deixa legal é a hidromassagem. Cada qual com seu cada qual, como diz a sabedoria popular. Simbora que por hoje é só; ligeiro que só coice de mula. See you.  

Se espreguiçando - parte 2

Resumo do treino




domingo, 14 de maio de 2017

Ultimo longo de bike antes do Iron é na Beira-Mar Norte

Parceiros da Iromind - Arley, Chico, Beth, Luciana e Eder
          Cheguei ao estacionamento do Koxixos poucos minutos antes das seis horas. Os guardas municipais já trabalhavam pra fechar a avenida Beira-Mar Norte e deixá-la disponível aos ciclistas. Ela fica assim das seis às nove. Juntei-me aos amigos Chico Faversani, da Iromind, e Leonardo Marmitt, da Just. Léo estava aguardando atletas de sua equipe, enquanto eu e Chico esperamos alguns minutos até a via ser liberada. Com 120km a cumprir, a ideia era aproveitar ao máximo as três horas. Iniciamos às 6h11, tomando muito cuidado porque a Guarda Municipal ainda não havia fechado as ruas que dão acesso à Beira-Mar. Quando o dia clareou, ciclistas e triatletas assumiram o comando do lugar. Espero que a prefeitura entenda a importância desse espaço para os amantes da bike e estenda o horário para que toda a comunidade posso ter mais essa opção de lazer. Havíamos pedalado 92km quando nosso horário se encerrou. Pra completar a quilometragem prevista, eu, Chico, Beth, Eder e Luciana - todos da Iromind - seguimos pela SC-401 até Jurerê. Voltando ao Koxixos, foi só largar a bike e correr 6k pra fechar a conta. Chega ao fim os longos de bike preparatórios pra o Ironman Brasil 2017. Daqui pra frente os treinos serão bem mais leves pra que cheguemos descansados ao dia da festa. É cansativo, desgastante, mas prazeroso. Não esqueça de agendar aí, viu, porque o dia 28 tá chegando. See you.

Chico (Iromind), Fernando e Fábio (New Pace)
Chico na parceria ainda noturna
Com o amigo Léo Marmitt
Resumo do treino




sábado, 13 de maio de 2017

Eita que marzinho nervoso

Achei uma forma de acompanhar Pina no pedal
         Hoje seria dia de longo no mar. Ah, esse mar. Tava todo ouriçado e disposto a testar a resistência da moçada. Roberto, nosso treinador, procurou ver o lado bom da situação e disse: "que bom que vocês estão tendo a oportunidade de treinar em mar mexido". Abandonei o GPS do Garmim e preferi nadar apenas levando em consideração o tempo de natação. Entrei no mar junto com o parceiro Décio Prates, que também tinha o mesmo treino que eu. O início foi muito complicado, onde procurei encontrar um ritmo ideal. Pra ser sincero, não achei até o fim do treino. Hahaha. Variei a respiração, mudei o tipo de braçada, fiz o que pude. Mas não me acertei com a água. Saímos da água com a sensação de dever cumprido. Ainda com a roupa de borracha, subi na motoca e fui pra casa fazer o meu pedal no rolo enquanto assistia o Giro de Itália.do estacionamento encontrei meu amigo Pina, que tirou uma onda com o meu traje em cima da moto. Amanhã é dia de longo de bike e corrida. See you.

Valeu a parceria, Décio
No rolo e assistindo o Giro de Itália