terça-feira, 7 de março de 2017

Márcia Almeida é exemplo de mulher triatleta

Márcia completando o Ironman Floripa 2016
   Continuando a semana internacional da mulher, no treino de hoje abro espaço pra outra triatleta que está representando a turma feminina. E será assim até domingo. Meu treino vai lá pra o final do post. Primeiro elas. Dessa vez, quem está abrilhantando o blog é minha amiga Márcia, a quem o Fernando Guimarães (da Iromind) apelida de Deusa da Raça. Casada, 45 anos, mãe de três filhos e auditora fiscal da Receita Federal, Márcia Almeida precisa mesmo de muita raça pra fazer triathlon e ainda por cima subir ao pódio na maioria das competições que participa. Vou deixar, entretanto, que ela mesma conte mais a seu respeito e do treino que fez hoje. Pronto, dona Márcia, o blog é seu:
Márcia comigo hoje no treino de natação
         Tive a sorte de começar no triathlon tendo Roberto Lemos (treinador da Iromind) como técnico em outubro de 2012. Antes,  já nadava e corria. Comecei a nadar em 2006, dois anos após me mudar do Rio de Janeiro pra Floripa. Meu marido participava de provas de maratona aquática e, para acompanhá-lo, passei a nadar. Eu ia assistir as provas e fiquei super animada de participar também. Entrei para a corrida em 2009, e dois anos depois fiz a Maratona de Porto Alegre e a de Floripa. A partir dali, comecei a flertar com o triathlon. Me lesionava demais na corrida e achei que, fazendo as três modalidade juntas, talvez diminuísse a intensidade da corrida e viesse  a sofrer menos lesões. Acho que deu certo. Treino todos os dias. Adoro a rotina, disciplina, paciência e organização que o triathlon demanda. Cai como uma luva para mim. Meus objetivos no triathlon em 2017: Iroman Floripa e três Meio Iron – Caiobá, Rio de Janeiro e Challenge Floripa -, além do circuito de provas da Fetrisc (Federação de Triathlon de Santa Catarina).

Pedal no rolo assistindo a Netflix fica fácil, né?
         Meu treino hoje começou às 6h15, com treino de Vo2 na bike. Treino curto, mas intenso, feito no rolo. Assistindo a Netflix fica fácil. Depois fui pra academia fazer um trabalho de reforço muscular. Ao meio dia, uma seção forte na piscina do Paula Ramos – 600m aquecendo, mais 6x25m, mais 8x200m. Depois dessa brincadeira, almoço e trabalho. Ah, e mais tarde, já em casa, rola um funcional – varrer casa, lavar louça, roupa, fazer janta e por aí vai. Tudo conforme a planilha do Roberto. Rsrsrs. Sobre minha alimentação de hoje: às 5h45, café da manhã  (sempre o mesmo todo dia). Já viu que não me incomodo em fazer a mesma coisa todo dia, né?  Café preto batido no liquidificador com óleo de coco mais dois ovos mexidos. Sempre acompanhado de ômega 3. No pré-treino: 200ml de água com palatinose e beta alanina. Pós-treino de musculação: whey isolado com waxy maize, beta alanina e glutamina.  Pré-treino de natação: banana com pasta de amendoim. Pós-natação: almoço – hoje foi peito de frango com salada e batata doce. Em treinos longos de corrida e bike, além do pré-treino de hoje levo gel de carboidrato para tomar a cada uma hora e garrafinha com accelerade (só na bike).

Academia pra reforçar a musculatura
 
Com a família

Treino de transição aos sábados em Jurerê

Com o Pte da Fetrisc recebendo o  troféu 

         Aí, mô filho, você fica sabendo porque a Márcia foi terceira colocada geral feminino no ranking da Fetrisc em 2016. Como diz meu amigo Pina, “treinar funciona”. Aproveito pra fazer um resumo do meu treino de hoje.

Resumo do treino

Ciclismo
Distância: 40km
Tempo: 1h19
Ritmo: 30,5km/h
Subida: 228m
Descida: 257m

Natação
300m aquecendo
8x25m

6x250m

segunda-feira, 6 de março de 2017

Triatleta concilia treinos, família e casa

         

         
         Iniciando uma semana de supercompensação, onde a intensidade e o volume dos treinos caem para que o corpo assimile o esforço feito nas últimas quatro, hoje eu tinha 12k de boa. Não pretendia, porém, iniciar a corrida às 10h40. A turma contratada pra fazer manutenção no CT chegou por volta das 8h e, sabe como é sítio, tive que passar as coordenadas e até botar a mão na massa. Assim sendo, a trabalheira matinal me fez dispensar o aquecimento na bike. Ah, e sabendo que o treino demoraria e seria precedido de serviço braçal, comi três ovos com presunto pra garantir o desempenho. O calor me fez lembrar o sofrimento da última sexta e fui bem moderado. Tanto é que nem precisei de água. Fiz os 12k e caminhei mais 4k. Só depois do banho no riacho é que subi pra tomar dois copos de leite e comer uma maçã. Almoço mesmo que é bom, só às 13h30. Quem correu também foi minha amiga Cris. Além de contar como foi o treino, ela está compartilhando um pouco de sua rotina de triatleta e de seus hábitos alimentares.


Cris depois dos 12k de hoje
         Meu nome é Ana Cristina de Oliveira, tenho 45 anos, casada, dois filhos, psicóloga, canceriana, paulistana residente em Floripa há 13 anos. Desde pequena sempre pratiquei e gostei de esportes. Tênis, natação, balé e esportes aquáticos. Destes últimos sempre gostei muito, pois adoro o mar. A corrida sempre estava presente, mas de uma maneira diferente de hoje. E  logo que mudei para Floripa comecei a correr e participei de algumas provas de rua. Em 2007 comecei a correr com planilhas orientada pelo Roberto Lemos e de lá pra cá foram muitas provas de 10km, 21km e 3 maratonas. Em 2014, descobri uma hérnia de disco na região da lombar, e por orientação médica em conjunto com o treinador, eu iniciei no triatlo. Nessa época também eu conheci a dieta paleolítica e lowcarbhighfat. E começar no triatlo não foi uma tarefa muito fácil porque de bike eu não entendia nada, era totalmente leiga. Já a corrida e a natação eram muito familiares e não tive problemas para me adaptar. O ciclismo foi o desafio. Em dezembro de 2015 fiz minha primeira prova de triatlon. Foi uma glória vencer todos os desafios que é comum nas mulheres triatletas - conciliar treinos, família, casa etc e tal. Nestes anos aprendi muito sobre a dieta paleolítica adotada aos atletas, que é muito interessante, e atualmente eu colho os frutos dessa mudança, tanto física como mental. E a performance melhorou absurdamente.  Nas minhas pesquisas, leituras e receitas descobri no mundo paleo (kkkkk ) o caldo de ossos, que é um excelente recovery. Nao posso deixar de mencionar que há um ano pratico funcional, minha recente paixão.

           Minha alimentação é baseada em comida de verdade – carnes, frango, peixe, ovos, vegetais, legumes e frutas ( de preferência com pouca frutose). Na realidade eu descasco mais e não abro pacotes.  Procuro, sempre que possível, comprar produtos orgânicos. Uso banha de porco para cozinhar, azeite de oliva extravirgem ou a manteiga ghee. Faço alguns exercícios em jejum e como quando estou com fome.Tento comer mais tubérculos a noite, antes dos treinos mais puxados. Meu almoço e jantar sempre têm um tipo de proteína, bastante salada e batata doce. Gosto de fazer receitas paleo que pesquiso. Gosto muito de café com gordura o famoso bullet prof café a prova de balas. Faço o café passado e bato com óleo de coco. Fica cremoso. Ou faço café com leite de coco.


         E agora conto como foi meu treino de hoje. Cheguei às oito horas no La Serena, conforme havia combinado com algumas amigas. Cada uma tinha um treino diferente, mas mesmo assim tentamos correr juntas. Nos quatro quilômetros de aquecimento já comentamos que estava muito quente. O segundo bloco de 4k era 500m forte e 500m fraco. Foi difícil. Sofri pra manter o mesmo ritmo no último bloco. Quando faltava 500m pra fechar o treino, encontrei minha amiga Luciana Magalhães com um a garrafinha de água fresca. Foi maravilhoso. Terminei o treino feliz. Amo esse treino 3x4km. Melhor ainda por estar rodeada das melhores companhias, minhas amigas de treino – Edith Gondin, Ivone Tarini, Janaina Porto Alegre e Luciana Magalhães.

         Ah, Antes de correr ou treinar nos dias de semana, tenho que levar o meu pequeno triatleta na escola. Por isso começo os treinos às oito horas.


Obrigado, Cris, pelo relato. Resta ao paisano aqui fazer o resumo do treino que fiz hoje. By, by.


Resumo do treino

Aquecimento:
2h de serviço de jardinagem no CT
1,5km de trote com educativos (pra lá de repetitivo)

Corrida:
12km de boa (mas não precisava ser no calor)
Tempo: 1h07
Ritmo: 5’36
Cadência: 164
Subida: 64m

Descida: 90m

Desaquecimento: 4k caminhando

domingo, 5 de março de 2017

Um ET pedalou comigo hoje

Gile, Pina e Heverton, pareceria pra lá de boa
          Ao som da Banda do Zé Pretinho, desci a serra pra encontrar meus colegas triatletas que acordam cedíssimo no domingo pra pedalar nas montanhas. A ideia era sair às 6h30, mas sabe como são ideias, né? Primeiro meu amigo Michel Bruggeman enviou um zapzap dizendo pra esperar porque ele estava um pouquito atrasado. E depois, quando cheguei ao posto Serra Mar, encontrei uma penca de pessoas saudáveis e super legais que desde ontem não via. Hahaha. Pronto, lá se vai meia hora de papo. Que Zé Pretinho que nada, quem iria animar a festa seria meu parceiro Pina.  Rafael Pina, pra coisa ficar um pouquinho menos informal. “Zé Pretinho que nada”, sacou? A música do Jorge Ben, mô filho. “A banda do Zé Petinho chegou para animar a festa”, é o que diz a letra. Ah, quem conhece a música conhece, quem não conhece faz de conta que conhece e segue o jogo. Farei, prometo, um resumo do meu longo lá no fim do post. Porque o texto hoje é desse ET chamado Pina. Pra quem não conhece, vou dizer quem é esse cara.

Pina antes do treino de hoje
          Rafael Pina Pereira é manezinho da ilha. Tem, entretanto, um pezinho no Nordeste – o pai é pernambucano. Apesar de eu continuar achando que ele veio de outro planeta. Porque pra ser engenheiro eletricista, casado e pai, e fazer o que esse guri faz no esporte não é pra um reles terráqueo. Hahahahaha. Quando criança fez judô, natação, atletismo e voley. Nunca se acertou, por incrível que pareça, foi com o tal do futebol. “Nunca consegui chutar uma bola”, disse-me hoje enquanto a gente queimava as pernas pedalando pelos Alpes Anitapolenses.  Ao dezesseis anos começou a escalar e só parou porque a universidade falou mais alto. Retornaria, portanto, mais tarde. Mesmo assim, entre uma aula e outra encaixava corrida e natação. Esse menino é de outro planeta, tô dizendo. Vamos fazer o seguinte: Pina vai contar pra gente como foi o treino dele hoje. Depois, por mais sem lógica que pareça, continuarei contando mais a respeito dessa referência do triathlon catarinense. E se eu fosse você, iria até o fim do texto. Hehehe. Fala aí, Pina.

O longo deste domingo saiu num percurso espetacular e que eu não tinha completado ainda. Do posto Serramar, tradicional parada da galera aos domingos, até Anitápolis. Ida e volta, claro. Só que o Gile decidiu aquecer um pouco e seguimos por 10km em direção a São Bonifácio primeiro, pra entrar na subida da BR-282 com os cambitos aquecidos. Como referência é uma coisa  interessante. Eu nunca tinha pedalado aquele trecho da 282 e achava que o trevo pra Rancho Queimado e Anitápolis era “logo ali”. Só  que era bem láaaaaaaa longe – uns quinze quilômetros. E com novecentos metros acima da cabeça. Que pedal legal. Visual excelente e com pouco trânsito às sete da manhã. Mas o calor já dava o ar da graça.

No trevo, rumamos pra terra da Anita (deve ser, imagino), numa estrada perfeita e verticalmente desequilibrada. Visual pra todos os lados espantava o cansaço. Era parreiral, pinheiral, igrejinhas e casas de campo. O Décio, amigo e triatleta que estava com a gente, voltou um pouco antes porque tinha compromisso. E seguimos na descida que era cheia de subidas até a metrópole. Na cidade procuramos um local pra abastecer as caramanholas e achamos uma lanchonete. Os três – Michel, Gile e eu – só com os R$25,00 do Michel pra repor os líquidos evaporados. Uma vez abastecidos, voltamos e encontramos o Lamartine chegando. Lamartine é outro amigo e triatleta da Iromind.

Subi contínuo de volta até a 282, ritmo moderado. Na verdade pedalei moderado o tempo todo, exceto nas subidas mais longas, sempre entre 80 e 90% do FTP. Isso é bastante mas é por pouco tempo. Então a média ficou exatamente onde tinha que ser, a 75%  na zona onde mora o endurance. Na 282, literalmente despencamos até o posto, onde nos reunimos para abastecer novamente. Sorvi um litro de água de coco e meio gatorade antes de dar tchau pra turma e rumar pra casa, já sob o risco de perder o almoço. Foi um baita treino, espetacularmente bonito, difícil como tem que ser e com ótima parceria. Ah, sobre minha alimentação: no pré treino foi uma tapioca gigante de presunto, manteiga e queijo com dois expressos. Durante o treino foram duas medidas de Vo2 (Aproximadamente 100g de carbo), três bisnaguinhas com doce de leite e um gatorade e meio. Quando cheguei em casa tomei meia medida de whey e, meia hora depois, almocei um prato maior que eu com arroz, feijão, carne, farofa e um brócolis inteiro,  com melancia de sobremesa.

Michel, Pina e Eu em Anitápolis
        Voltando ao assunto Pina, ele começou a correr mesmo em 1996, quando se preparava para fazer escaladas em rochas e altas montanhas. A corrida tornou-se, porém, um objetivo e não uma mera coadjuvante. Em 2009 ele veio para o mundo das três modalidades e fez seu primeiro Ironman, concluindo com o tempo de 12h08’. Continuou escalando. Em 2013 conquistou o teto da Europa, o Mont Blanc. Em 2014 correu sua primeira ultra de 100km, a Indomit Costa Esmeralda. E fez mais um monte de palhaçada. Porque isso só pode ser palhaçada. Kkkkk. Em 2015 Pina correu o primeiro Ironman 70.3 no Brasil e conquistou vaga pra o mundial. De lá pra cá foram oito Ironman e um Fodaxman. O Fodaxman merece um capítulo especial, mas como ele já está bem relatado no blog Relatosderesistência, do próprio Pina, basta você acessar daqui mesmo.


Pedalar com esse cara é uma honra pra mim. Referência da Iromind, tanto como atleta como pessoa, Pina está sempre disposto a ajudar os colegas. Por isso não me canso de afirmar que sou fã desse cara. Embora, vale ressaltar, continue achando que ele faz visitas a uma certa nave mãe que pousa todos os meses lá pras bandas de Urubicí. Hahaha. Vlw, parceiro.

Resumo do meu treino
Distância: 123,2km na montanha
Tempo: 4h57
Ritmo: 24,9km/h
Ganho de elevação: 2.130m

Alimentação
Pré treino: 1 copo de café com leite
Durante o treino: 2 bananas, uma maçã’, um gatorade e meio e um torrone de 140g

Pós treino: um torrone, um gatorade e 200ml de água de côco.

sábado, 4 de março de 2017

Fábio Ribeiro, médico e triatleta, conta como foi seu treino de transição hoje

Márcia Almeida e Marcelo Marjoros posando pra o blog  hahaha
         Segundo meu amigo Kybe Nelson, eu não deveria descrever meu treino de transição feito hoje em Jurerê. O motivo? Cheguei atrasado e não fui nadar com a turma das 6h45, que tinha 3.000m pra fazer. Brincadeira dele, claro. Hahahahaha. Fico, entretanto, indignado quando não consigo cumprir com o compromisso assumido. Desculpa aí, Kybe. Na próxima serei mais pontual. Mesmo assim, fiz um baita treino com a galera das 7h. Vou contar em uma linha pra dar espaço pra o meu parceiro Fábio, que está compartilhando o treino dele conosco na sequência. Nadamos vinte minutos, retornamos à praia, fizemos três entradas no mar simulando prova, indo cerca de 200m mar a dentro e retornando, depois fiz outra entrada pra soltar e voltei pra fazer cinquenta minutos de bike no rolo.
 
Com o parceiro Fábio após a natação
         Gente, quem está compartilhando o treino conosco hoje é meu amigo e parceiro Fábio Ribeiro. Esse cara é daqueles que todos querem ter como amigo. Pode ter alguém gentil igual a ele; mais que ele não tem. Médico cardiologista renomado, esportista de vocação e triatleta por teimosia. Sim, porque com a carga horária dele, tem que ser muito teimoso pra fazer provas de Ironman. Essa teimosia, porém, é pra ser mais do que elogiada. Na piscina do Paula Ramos, onde a Ironmind manda seus treinos, Fábio é um exemplo de dedicação e companheirismo. Sempre que pode, passa dicas pra gente melhorar a técnica. E faz, como nenhum outro, os tiros progressivos. Agora, abro o espaço pra ele contar um pouco de si e como foi o treino dele hoje. Bora, Fábio, estás com a palavra.


         Meu nome  nome é Fábio Ribeiro e tenho 53 anos. Desses, os últimos dez foram de dedicação ao triathlon. Antes eu treinava natação e participava, principalmente, de travessias em águas abertas. No esporte das três modalidades fiz provas em vários tipos de distância, mas destaco três de Ironman. Meus melhores tempos em competição foram:
41’ numa corrida de 10km;
4h45’ num Meio Iron e
11h30’ num Ironman


Hoje fiz, junto com minha equipe, a Ironmind, o treino de transição em Jurerê. Minha preparação começou na sexta com uma refeição à noite, por volta das 21h - salada mista, carne e arroz integral. Na ceia, uvas. Bebi apenas água. Hoje acordei às 6h descansado e pronto pra o treino. Preparei meu café da manhã com suco de uva e limão, duas bananas amassadas com aveia, semente de girassol e linhaça dourada. Dois ovos cozidos fizeram o complemento. Sabendo que um treino forte me espera, procuro comer bem sem ficar pesado.
Chegando no La Serena, onde a equipe se reúne, preparei a bike no rolo, o tênis pra correr e segui para a praia, onde ouviria o briefing do treinador Roberto Lemos. Fiz dez minutos nadando pra aquecer. A água estava uma delícia. E assistir o nascer do sol nadando foi ainda melhor. Já aquecido, dei três tiros de entrada e saída no mar simulando uma competição. Pauleira. Após a natação, uma hidratação com isotônicos se fez necessária antes de iniciar o ciclismo indoor.

Hélio, Fábio, Ivone e o Gile antes do treino
         Após 15’de aquecimento na bike, tivemos 5’ em marcha média, ritmo de prova, com cadência de 85rpm seguidos de tiros em giro máximo e marcha leve. Fomos então pra duas séries de quatro tiros de 30”muito fortes em marcha média com 30”de intervalo girando solto. Foi pra matar. Pra finalizar, dez minutos em ritmo de prova girando a 85/90 rpm. Aí precisei me hidratar bem pra seguir com a terceira parte do treino – a corrida. Fiz um progressivo de 5k. Iniciei com um pace de 5’15 e fechei com 4’30, totalizando 25’em 5k. Finalizada a transição, procurei me hidratar bem e comer um carboidrato.  


         Quero agradecer ao Fábio pelas palavras e dizer ao Kybe que seguirei o conselho dele. Por outro motivo, no entanto. Me perdi na marcação do treino no Garmim e fiquei sem o registro da natação. Hahahahaha. Fica pra próxima. By, by. 

sexta-feira, 3 de março de 2017

Calor, calor e mais calor no longo de corrida

Nem precisa legenda, né?
         Quando desci pra tomar meu café com leite, a friagem da noite ainda estava aninhada envolvendo o CT. faz isso aqui, resolve aquilo lá, e quando começo o aquecimento no rolo já são 8h22’. A essas alturas o sol já reinava e seu hálito fazia a temperatura subir a passos largos. Enquanto pedalo, aproveito pra botar as conversas pela internet em dia. Depois procuro um vídeo no youtube e encontro um que me chamou a atenção. Era uma entrevista com a triatleta Ana Lídia Borba. Eu tinha trinta minutos de aquecimento a comecei a assistir quando já passava da metade desse tempo. Uma pena, porque os apresentadores do programam falaram tanto que quando ela começou a contar sua trajetória no triathlon o Garmim indicou que estava na hora de sair pra correr.  Não tem problema, fica pra próxima.


        
         Desço da bike e calço as meias. Olha, se eu tinha que calçar aquelas danadinhas nem precisava aquecer. E o pior foi mais cara do que os tênis. Ou os preços foram equivalentes. Como a gente é iludido por espelhos, como meus antepassados indígenas que acreditavam em tudo que os invasores portugueses diziam. Faço meu trote com alguns educativos de corrida enquanto desço pela estrada de terra que conduz ao circuito de Santa Isabel. Inicio a corrida às 9h10’. Já tava quente pra caramba. Fiz os primeiros 5k num pace abaixo de 5’ e vi que não daria certo. Sem nada pra me hidratar e suando feito tampa de chaleira, quando cheguei no km12 fui obrigado a parar na Escolinha e tomar água. E molhar a cabeça também. Foi um verdadeiro pit stop. Pra retomar foi como empurrar um caminhão ladeira acima. Daí pra frente o pace não baixou mais de 5’. O terreno com algum aclive, pra quem tá sofrendo com o calor, é um aguilhão a mais.

O melhor pão do mundo. hahaha
         No Km16 sou obrigado a fazer outro pit stop. Nos mesmos moldes do primeiro. E me arrastei até o fim do treino. Quase desisti, mas entendi que o mais importante era resistir ao calor e ao cansaço provocado por ele. Puro treino de endurance. No km20, entro por uma estrada de terra, como fiz na sexta passada, e finalizo a peleia próximo a um riacho. Foi o melhor do dia. Que mergulho delicioso. De tênis e tudo. Fico uns dez minutos relaxando e quando saio preciso encarar mais 4,5km de caminhada. Isso começando às 11h15 e com um céu sem nenhuma nuvem. Depois de quinze minutos caminhando e com a fome dizendo pra eu apertar o passo, embora o corpo dissesse que não, encontro o Carro do Veneno. O Carro do Veneno é um veículo de uma panificadora que passa no lugarejo vendendo seus produtos – bolo, cuca, pão e coisas do gênero. Muita farinha branca e açúcar pra deixar o povo mais doente ainda. Mas pra quem tá cansado e faminto como eu estava, um pão doce era quase um banquete. E o vendedor perguntou se eu queria um pão. Eu queria, na verdade, uns dez, mas aceitei de bom grado o que ele me deu. Foi a melhor comida dos últimos dois meses. Hahaha. Daí até chegar em casa foi só alegria. Quando cheguei, porém, matei a sede com um litro de leite gelado. Foi, disparado, meu pior longo da carreira. Amanhã tem longo de natação e tomara estar recuperado pra encarar o mar de Jurerê. Então borá descansar.

Puro veneno
Resumo do treino

30' aquecendo no rolo
1k5km de trote com funcional

Corrida
Distância: 20k
Tempo: 1h48
Pace: 5'19
Ganho de elevação: 317m

quinta-feira, 2 de março de 2017

Treinar no rolo pode ser divertido

Lucimara flutuando 
         Terças e quintas são dias de muita correria, pois tenho que pedalar e nadar. As duas modalidades são feitas em lugares bem distantes um do outro. Pedalei no circuito de Santa Isabel e nadei em Floripa, no Paula Ramos. Por isso foi um tal de acorda, toma café com leite, bota a bike na Kombathlon, pedala 50km, volta pra o CT, dá comida pra os animais, toma café da manhã, sobe na Supermotathlon, se manda pra Floripa, antes passa em três lugares diferentes pra resolver pendengas, chega ao Paula Ramos, nada com a Iromind, almoça, volta pra o CT, pega a Kombathlon e vai buscar a Feiona na clínica, inicia funcional caipira com pá, enxada e carrinho de mão. E às 19h15 encerro, tomo banho e janto. Rapidinho assim. Não vou, entretanto, detalhar o treino porque temos uma triatleta que vai compartilhar conosco um pouquito de sua guerra particular. É a Lucimara Aggio D’Aquila, que iniciou na corrida em 2012 e em 2015 veio para o triathlon em busca de novos desafios. Nesse período, participou de mais de 50 competições e subiu ao pódio em oito ocasiões. Então, Lucimara, conta como foi teu treino hoje, vai.

Calor dos infernos
Então, hoje fiz duas horas de pedal no rolo. É um treino divertido, pois aproveito pra falar com todo mundo. Lembro de todos e de tudo. De todos que fazem diferença na minha vida, parentes e amigos. Isso me dá gás e muita força sempre. Eu amo. É o tempo que tiro pra dizer o quanto amo as pessoas que me cercam. Porque nunca sei quando poderei falar isso de novo e agradecer tudo que me dão. Mas hoje o pedal foi num calor dos infernos. Kkkkk. 


No rolo consigo fazer o treino bem certinho – baixo a cabeça no clip e deixo as mãos soltas no whats. Antes de pedalar, tomei BCAA e suco energético com beterraba. Durante o pedal, gosto de gel de carboidrato diluído em água e frutas secas, como banana passa, damasco... No pós treino, smooth com uma fruta – abacate, de preferência, com leite vegetal e whey. Isso porque os treinos são longos. Quanto a minha alimentação, só não como frituras, farinha de trigo, glúten... Procuro comer coisas mais naturais, frutas, legumes, verduras, oleaginosas...



Minha maior dificuldade no triathlon foi a natação. E ainda é. Só consegui quebrar a barreira no dia que parei na borda da piscina, indignada, e me indaguei: ‘se eu morei nove meses na barriga da minha mãe, porque hoje eu não consigo me relacionar com a água?’. Incrivelmente, saí flutuando e, num balanço suave, deslizei sobre a superfície me sentindo embalada pelo colo da minha mãe. Daí fui em frente e não parei.

Depois dessa, só me resta fazer o resumo do meu treino. Hehehe.

Bike
Distância: 50km
Tempo: 1h34
Ritmo: 31,8km/h
Ganho de elevação: 794m

Natação
Distância: 2000m
600m aquecendo  (4x 100 braçada alta e 50 só com um braço)
400m (8x 50 firme)
750m (10x75 com palmar)
250m ( 5x50 com palmar e boia)

Funcional caipira
2h

quarta-feira, 1 de março de 2017

Mais cansado do que inspirado


         Com o dia amanhecendo borocoxô, tomei meu café com leite e fomos levar a Feiona pra castração na clínica veterinária de Santa Cruz da Figueira, distante 12km aqui do CT. Depois demos uma esticada até o centro de Rancho Queimado. Quarta é dia internacional de intervalado de corrida e o aquecimento na bike é indispensável pra mim. Montei a área de transição no galpão e comecei o pedal às 10h15. Depois de trinta minutos aquecendo e assistindo vídeos no youtube, saí pra correr.


         A perna zerada permitiu que eu realizasse o treino de acordo com a planilha. Assim inicio meu terceiro mês seguido de preparação pra o Ironman 2017. Sem uma dor, sequer. Acabo o treino a poucos metros da escola de Santa Isabel, onde aproveito pra tomar uns pedacinhos de água no bebedouro. Depois foi só tirar os tênis e caminhar por 3,6km até em casa. No pós treino, duas bananas. E só almocei por volta das 14h. No fim da tarde ainda teve um funcional caipira. Porque no sítio é assim, tem sempre uma coisa ou outra pra fazer. Mais cansado do que inspirado, vou dormir porque amanhã tem bike e natação. Vamos que vamos. By, by.


Resumo do treino

Bike (aquecimento) – 30’
Trote e caminhada na estrada de terra: 1,6km

Corrida
Distância: 13,2km
Tempo: 1h06
Ganho de elevação: 184m
Sequência do treino
5km moderado progressivo
3’ caminhando
5X400 saindo em 2’30
3X2km saindo em 10’


Desaquecimento: 3,6km caminhando descalço