sexta-feira, 21 de abril de 2017

Longão de corrida no percurso do Iron

Acertando o Garmim, com Roberto (E) e Pna (D)

          Depois do cansativo dia de ontem, dormi aqui em Floripa. Facilitaria meu treino de hoje. Sim, porque a Iromind programou o longo de corrida para as sete horas no percurso do Ironman. Sendo assim, não precisei acordar muito cedo. Botei o despertador pra fazer barulho às seis horas, mas me antecipei e acordei às 5h40. Poucos minutos antes das sete eu já estava no local combinado onde a equipe armaria a tenda. Este ano, vinte e cinco Irominds estão inscritos para o Ironman Brasil. Quando cheguei, já encontrei uns malacabados à espera dos atrasildos. Não demorou muito e o coach reuniu a raça pra passar as instruções do percurso, do treino e dos cuidados a serem observados.
 
Rob passando instruções - Pina e eu, sob a tenda, pelo jeito já sabíamos de tudo - zero pra os dois. hahaha
         Na largada, todos saímos juntos, mas aos poucos cada um foi achando seu parceiro de corrida e o ritmo se encarregou de separar a galera. Com a tenda da equipe montada pra hidratação dos atletas, fizemos uma perna de 21km indo e voltando a Canasvieiras. Segui ao lado do Roberto e do Thomas. Meus treinos são, em sua maioria, solo. Quando não é assim, gosto de fazê-los na companhia de companheiros mais fortes. E fomos todo o percurso conversando. No meu caso, mais ouvindo do que falando. Correr longas distâncias com Roberto é fazer um curso intensivo gratuito de triathlon. Nessa primeira parte do longo, uma meia maratona, não bebi água nem comi nada. Quando paramos na tenda, tomei três copos de Gatorade. Só não tomei três litros porque o Pina me chamou pra completar o treino.

Com o parceiro Pina - Selfie na hora da preleção pode, Rob? hahaha
         Mais uma vez, corri com um cara mais forte. E tenho muita sorte em ter amigos como o Pina e o Roberto, triatletas de altíssimo nível que têm paciência de me acompanhar. Pina até diminuiu o ritmo pra me incentivar. Se não fosse ele, eu teria corrida bemmmm lennnnnnnto. Valeu, parceiro. Depois dos 28km, mais uns quilos de isotônico e duas bananas. Ah, e dois copos de carbo líquido na proporção de quatro pra um. Quatro partes de carbo pra uma de proteína. Ótimo para pós-treino longo. Eu disse ‘longo’.  Meu parceiro Chico Faversani me deu uma carona até em casa. E o Pina não perdeu a oportunidade: “tira o tênis e vai caminhando”. Hahaha. Ah, bandido. Amanhã tem mais, tem transição em Jurerê. See you.

Essa turma chegou cedo


Resumo do treino:

































Treino de quinta publicado na sexta

         Olha, se não postei o treino no dia foi porque não deu mesmo. Foi corrido demais da conta, sô. Coordenar construção e treinar pra Iroman é dureza. Não pelo treino, mas pela obra. Hahaha. Vou, então resumir: uma hora de pedal no rolo pela manhã, desce a serra pra Floripa, natação na piscina (pauleira), almoço, reunião, sobe a serra de volta, acerto com trabalhadores, desce outra vez a serra pra Floripa, níver da tia, chega na Daniela 22h, toma banho e capota com a cama nas costas.

Resumo do treino
Bike (indoor)


Natação
Esqueci, só sei que foi uma montoeira de séries. hahaha

quarta-feira, 19 de abril de 2017

A lama não deu trégua

'Vai na lama mesmo

         “Chove chuva, chove sem parar”. O carinha que compôs essa música morava em Santa Catarina, só pode.  Vai chover assim na caixa prego, mermão. Acho que o emprego mais moleza por essas bandas é o de meteorologista. Se ele disser que vai chover, tem lá seus 80% de chance de acertar. Até euzinho me daria bem, vamos combinar. Acordei cedo mas fiquei com receio de sair pra treinar debaixo do aguaceiro que caía. O vento frio era um risco a mais. A pouco mais de um mês do Iron, tudo que o triatleta não deseja é um resfriado. Sendo assim, só iniciei meu aquecimento no rolo às 10h, vestindo manga comprida e dentro de casa.

         Quando saí pra correr, São Pedro havia hasteado a bandeira branca. A lama é que não deu trégua. Pra não perder o aquecimento, não fiz o tradicional trote seguido de funcional na estrada de terra. Já saí de casa com o cronômetro ligado. Até chegar ao circuito onde costumo fazer meus treinos, foi quase 1,5km de muita lama. Quando concluí o treino, fiz a caminhada descalço de volta pra casa. Pra sorte minha, não caiu uma gotícula de chuva. A ideia era descansar, mas pra quem está construindo isso é quase impossível. Só agora, perto das 22h, é que vou poder botar a cama nas costas. Amanhã tem mais.


Resumo do treino

Bike (in door)
30'

Corrida (Intervalado)
Distância:12k
(2X)
3k Zona 1-2 c/1'de intervalo
2k Zona 3 = Pace de 21k, com 1'
1k Zona 4 = Pace de 10k c/1

































Caminhada pós-treino

terça-feira, 18 de abril de 2017

Depilar ou não depilar

Irominds ao fim do treino

         Não vou falar do meu desjejum. É sempre o mesmo. Já me perguntaram se eu não enjoo de omelete. Todas as vezes respondi perguntando: ‘você não enjoa de pão?’. O que mudei mesmo foi o treino de pedal no rolo. Agora recebo as instruções em potência. Sim, com o medidor de potencia o negócio virou outra coisa. E percebi de cara que antes eu alisava o pedal com a sapatilha. Caraca, a diferença entre pedalar por BPM (e/ou percepção) e por Potência é gigante.  Agora meu pedal tende a evoluir.

De olho nas métricas da potência

         Terminado o pedal, comi metade do almoço e desci pra Floripa. O treino de natação me esperava. E rendeu. Antes de começar a pancadaria, perguntei a alguns amigos o motivo de os triatletas se depilarem. Tem gente jurando que melhora a performance devido a diminuição do atrito da pele com a água. Outros acham que facilita na hora de vestir a roupa de borracha. Há quem diga que a pele lisa facilita os cuidados quando precisamos cuidar de arranhões frutos de tombos na bike. Meu amigo Ciro usa um argumento forte: “Se não fosse importante Phelps não se depilaria, melhora o deslize na água”. Alessandro, exímio velejador, é convicto: “a gente encerava e polia os barcos pra melhorar o deslize na água, é semelhante a depilação pra o nadador”. Roberto Lemos, com seus vinte e cinco anos de triathlon, é conclusivo e filósofo: “os índios se pintam, os triatletas se depilam”. De acordo com o treinador, é uma questão de ritual na tribo assim como no triathlon. E Roberto arremata: "A depilação aumenta a sensibilidade na pele e isso pode ajudar na natação, mas o ritual (depilação/pintura) de certa forma traz confiança ao guerreiro/triatleta".  O fato é que raros são os triatletas que não se depilam. Na dúvida, acho que é melhor seguir a manada. Hahaha. See you.

Alessandro (E) e Heverton (D)
Resumo do treino

Bike
















Natação:
 - 300m braçada alta
- 200m bilateral
- 6x25m a 90% com respiração bloqueada
- 8x150 braço com palmar

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Muita natureza pra iniciar a semana



         O texto de hoje quase não tem texto. Isso mesmo, as imagens contarão como foi o dia. Aos que estão sempre querendo saber sobre minha alimentação, continuo com a ingesta de pouco carboidrato. E quase não consumo industrializados. Acho que essa comida de verdade e super forte tem me ajudado na recuperação pós-zoster. Então, meu café da manhã continua sendo a tradicional xícara de leite (80%) com café (20%) e uma omelete – três ovos, bacon/presunto e queijo. Vez ou outra, acrescento verduras. E após o treino o leite in natura é padrão. Depois de correr 25k ontem, hoje a planilha mandava eu encarar outros 15k. Olha, correr num lugar tranquilo, com ótimo piso e em meio a natureza, facilita muito a vida do atleta. Seguem as imagens.



Caminhada pra soltar
Resumo do treino

Bike
















Corrida


domingo, 16 de abril de 2017

Um quilômetro a mais



         Nossas certezas às vezes nos traem. Por isso corri um quilômetro além do programado. Ainda bem que não foi numa prova. Tenho amigo que já correu a mais numa competição. Depois de dez minutos aquecendo na bike, saí pra correr. Achei, do verbo achando morreu um jegue,  que a planilha me mandava correr 25km. Só mais tarde veria que ela dizia 24km. Essa coisa de não prestar atenção e depois se sentir convicto não é mole. Precavido, só iniciei o treino quando a chuva parou. No segundo quilômetro, a coxa esquerda ameaçou dar uma repuxada. Meeeee, mal iniciara a peleia. Sabendo que a mente nos prega peças, ignorei a ameaça e ela se foi. Por ter comido uma omelete às sete horas, levei dois géis pra engolir durante a corrida. Usei um no quilômetro doze e o outro no dezessete. O treino saiu como planejei, sem forçar, mas sem molengar. Tomei água duas vezes, nos quilômetros catorze e no vinte. Depois do treino, tirei o tênis e caminhei descalço por um quilômetro. Em casa, dois copos de leite dois enroladinhos de presunto e queijo quebraram o galho até a hora do almoço. A chuva da tarde me disse que o melhor a fazer seria botar a cama nas costas. E não se deve contrariar a chuva, né? See you.

Resumo do treino

sábado, 15 de abril de 2017

Porque o triathlon é uma fonte de prazer


Jurerê hoje cedo

         Não é de todo ruim dormir em Floripa. Hahaha. Tem uma grande vantagem, acredite. Quem é de Florianópolis fica irritado quando ouve algo desse tipo. A vantagem é que posso acordar mais tarde pra o treino de transição do sábado. Pra mim, só essa. O que vai ter de colegas enviando mensagens pelo zap e dizendo que tenho mau gosto será uma festa. A noite de sono na Daniela me permitiu acordar só às seis horas. Dá tempo de descer, preparar o café da manhã e botar as tralhas na Kombathlon. Em três minutos estou em Jurerê. Aí é só vestir a roupa de borracha, colocar os óculos e a touca e amarrar a boia de segurança na cintura. “Gile, essa boia é tão importante assim mesmo?”, você pode estar me perguntando.


         Encaro o triathlon como uma fonte de prazer. E os longos de natação me permitem momentos de relaxamento onde deixo minha mente viajar. Quem nada em Jurerê sábado pela manhã sabe que não são poucos triatletas dividindo a água. Pra mim, que em vários momentos fecho os olhos enquanto nado, o risco de esbarrar com um colega não é pequeno. Por esse motivo, me distancio ao máximo da praia. E quanto mais longe da arei, mais perigoso. Imagine se tenho uma câimbra violenta ou um outro piripaque qualquer.  Com a boia, basta me agarrar a ela e remar calmamente de volta a segurança da terra. Outro benefício da boia é a sinalização. Sem falar que posso até levar o celular e a chave do carro dentro dela. Com ela me sinto bem mais confortável. Apesar da boia, o treino não foi confortável. Esqueci de passar vaselina no pescoço. Após um quilômetro e meio a roupa começou a queimar. Interessante como muito do que sofremos nos treinos é fruto de erros que nada têm a ver com o treino em si. O mais importante é que venci os três quilômetros planejados.

         De volta ao La Serena, encarei uma hora de intervalado no rolo. Ainda bem que o Rob não botou corrida após o pedal. Em compensação, amanhã tenho 25km pra correr. Depois de ouvir conselhos do Roberto pra que adquirisse um medidor de potência, agora conto com o novo equipamento. Minha sofrência no pedal vai aumentar, ah vai. Sobre o medidor de potência, porém, falarei em outro post. Após o treino, voltei pra casa, fiz um pré-almoço e fui dormir. Por volta das 13h30 voltei a Jurerê para a segunda etapa do almoço. Sabe que tô gostando de dividir meu almoço em dois? No fim da tarde, cansado de Floripa, resolvi voltar ao sossego do sítio. O longo de corrida aqui é mais duro por causa dos altos e baixos do percurso, mas é bem agradável. See you.

Resumo do treino
Natação
Distância :3000m
Tempo: 1h05
Bike (intervalado no rolo)

Tempo: 1h