sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Asfalto quente chega a amolecer solado do tênis


Dia perfeito pra correr
         Apesar da noite fresca, o sol não perdeu tempo e tratou de trabalhar cedo aqui pelas bandas do CT do Gile. O pedal de aquecimento no rolo fixo já foi uma suadeira danada. Depois foi só calçar o pisante e sair pra o longo de corrida – 18k. Sol de rachar o coco exige um bonezinho, mô filho. Aproximava-se das dez horas da manhã quando comecei a correr.  Num pace de 4’30 logo percebi que seria muito sofrido, apesar da perna estar solta. 

                  O calor só aumentava e percebi que o mais prudente era segurar a onda. Por volta do quilômetro catorze encontrei Denise, que estava caminhando no trecho e me descolou uns goles de água.  Acabei a peleia em frente a escola municipal de Santa Isabel, onde aproveitei pra tomar um meio quilo de água. De lá, caminhei por 3,5km até em casa. Metade do percurso, apesar da alta temperatura, foi feita descalço.  Detalhe: no fim da corrida o solado do tênis parecia um chiclete, de tão mole.
 
Nas subidas o calor dava um jeito de piorar
         Chegando em casa, tomei quase um litro de leite gelado. Leite in natura, claro. E caí no riacho. Sem uma nuvenzinha no céu, a hidromassagem parecia uma dádiva divina. Aí, gente boa, foi só armar a rede sobre a água gelada e descansar. Pense numa recuperação. No fim da tarde, na hora do funcional caipira, armou-se o maior temporal e tive que me contentar com a bola de pilates. A corrida não foi sofrida só pra mim, viu? Meu amigo e parceiro de Iromind, Rodrigo Rosa também passou um perrengue  danado em Floripa. Conta pra gente como foi, Rodrigo. 

A recompensa
"Iniciei o treino às 15h49'. Estava uns 34º no Rio Vermelho, no norte da ilha. A planilha mandava correr 18km moderado. O objetivo é adquirir endurance para o Iron, em maio. Geralmente faço esse treino em Jurerê pela manhã (6H) na companhia dos meus parceiros Ângelo e Cláudio. Hoje, devido a agenda de trabalho, tive que mudar o horário e o local. O trajeto de hoje a tarde é, na minha opinião, um dos mais bonitos pra se correr - Rio Vermelho/Barra da Lagoa. Depois de um breve aquecimento funcional, iniciei os cinco primeiros quilômetros num pace de 5'20. Embora fizesse muito calor, me sentia bem, confortável. Nos dez quilômetros o ritmo começou a cair (5'30) e a desidratação veio junto. Esqueci gel e água. Paguei o preço, e no quilômetro quinze o pace desceu ladeira abaixo (6'). Os últimos três quilômetros foram de perna pesada e muita sede. Hoje não foi mole. Em casa, fechei com banho de mangueira junto com o filhão. Essa foi a melhor parte. Ah, tomei 600ml de água com gengibre (dica da minha nutri Janaína Porto Alegre) e comi duas fatias geladas de melão." 

Rodrigo Rosa
Resumo do treino do Rodrigo
Distância: 18k
Tempo: 1h57
Pace: 6'28
Ganho de elevação: plano

Resumo do treino do Gile
Aquecimento
30’ de bike no rolo
1,5km trotando
Corrida
Distância: 18km
Tempo: 1h31
Ritmo: 5’04
Ganho de elevação: 253m
Pra soltar a perna
3,5km caminhando 

Bebedouro da escola salvou minha pele


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Compre uma kombi

Eu, Heverton, Fábio, Cláudo e Ciro - Será que Ciro quer vir pra nossa raia?  hahaha
         Será que o verão voltou? Hoje foi o segundo dia seguido com temperatura ultrapassando a casa dos trinta graus no meu CT. Já posso considerar um verão fora de época. Até que não é ruim, porque durante a noite o calor dá lugar um clima de ar condicionado. E, se não chove, os treinos rendem pra caramba. A Kombathlon está hospitalizada e tive que espremer a bike dentro do carro. Não é nada grave com a possante. Cirurgias plásticas pra mantê-la com boa aparência, só isso. E que falta ela me faz. Vô te contar, viu: levar a magrela no porta malas do auto não é nada agradável. Fico pensando no incômodo que meus colegas passam ao ter que fazer isso. Compre uma Kombi, mô filho. O sol tava meio irritado quando iniciei meu treino e deu-me logo um sapeca pra eu ficar experto. Pense num bicho ignorante. E foi assim até o fim do pedal.
 
A magrela hoje teve que se espremer no porta-malas 
         Quando terminei os 60k planejados, com cinco tiros de dois minutos em Z5, tratei de mergulhar no riacho. Eita banho bom da mulexta. Por ter começado a pedalar às oito horas, tive que me apressar pra o treino de natação. Antes de descer pra Floripa, fiz um pré-almoço. Pós-treino e pré-almoço, na verdade. Senti que minha natação foi facilitada. Ao chegar no Paula Ramos, a conversa com os amigos é sempre um diferencial, pois meus treinos são, em sua maioria, solitários. E sempre rola umas fotos. Aí o meu amigo Henrique, quando vê que vai sair na foto, pega uma prancha laranja e bota na frente da barriga. Aí vem me pedir pra não zoar com ele. Mostro a foto pra o coach e pergunto o que ele acha. “Fez isso pra esconder a barriga”, brincou Roberto. Dividi a raia com meus amigos Heverton, Cláudio e Fábio. Foi pauleira. Fábio se encarregou de dar o ritmo nos tiros. De nós quatro, ele é quem faz isso com perfeição.
Pranchinha pra esconder a barriga, é isso, Henrique?  hahaha
         Antes de embarcar na Supermotathlon, fiz o meu pós-treino – uma banana e uma maçã. Foi suficiente pra garantir autonomia até chegar de volta ao CT. Por volta das 16h, já estava almoçando. E com o sol todo irritadinho, o riacho foi a melhor opção. No fim da tarde, quando fui ver um filme, adormeci. Tá explicado porque meus batimentos não subiam tanto no pedal - tava cansado. Amanhã é dia de longo de corrida e estarei zero bala outra vez. O friozinho noturno e o som da água na pedra vão garantir meu descanso. E o treino não pode parar porque o pau pega e não “aliveia”.   By.

Pedalando sob sol forte

Resumo do treino

Bike
Distância: 60km
Tempo: 1h47
Ritmo: 33,7km/h
Ganho de elevação: 930m

Natação
1 - 500m moderado
2 - 6 x 50 (25 a 80% e 25 perna c/palmateio)
3 - 3 x (4x100 braço com palmar a cada 1'50 c/1' de intervalo)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Usando gordura como fonte de energia

Mari competindo
         É verão no CT do Gile. Parece brincadeira, viu, mas o dia hoje foi de sol e calor por estas bandas. Depois de um café reforçado, fiz vinte e cinco minutos de bike no rolo. Reforçado quer dizer uma xícara e meia. E tive que botar a magrela em frente a porta, onde o vento estava mais animadinho. Aproveitei pra assistir alguma coisa útil no youtube. Se fosse um treino de bike no rolo isso não seria possível, pois eu precisaria estar atento às métricas. Sendo giro, porém, dá pra fazer outra coisa. Encerrada essa etapa, coloquei os tênis pra correr. Caso você diga “já sei, Gile, o tênis de R$69,90”, posso garantir que estou diante de um leitor fiel. Hahaha.  Trotei por 1,5km até o asfalto onde teria um intervalado pra fazer.

Instruções da planilha:
3X 4 KM C/ 2' 
1o TIRO RITMO MODERADO Z1-Z2  2o FARTLECK ( 400 M RITMO FIRME = Z3-Z4 / 600 MODERADO A SOLTO)  3o TIRO RITMO MODERADO A MÉDIO CONSTANTE = Z3 = FC 80-85%


O aquecimento não pode faltar
         Entre um tiro e outro, aproveito pra caminhar. Quando termino, libero os pés e sigo descalço por 4,3km. Desses, três foram no asfalto quente. Aos poucos a sola do pé vai engrossando. Antes de chegar em casa, por volta das 11h30, dei um mergulho no riacho, que com o calor e o sol ficou muito mais convidativo. Uma manga, duas laranjas e um pedaço de mamão garantiram autonomia até às 16h, quando fomos almoçar. Uma lasanha de berinjela mais do que deliciosa foi o banquete que eu precisava. E por falar em comida, quero compartilhar com você um pouco dos hábitos alimentares de pessoas ligadas ao triathlon. E lembro que nem só de massa e açúcar vive o atleta. Se liga aí:


         Meu nome é Mariana Lapa, tenho 31 anos, e sou triatleta da New pace. Meu apelido é Mari. Meus treinos são feitos na Grande Florianópolis, e atualmente estou me preparando para provas de Ironman 70.3.  Treino de uma a duas horas diariamente e nos fins de semana esse tempo aumenta pra até quatro horas.  A base da minha alimentação é simples: alimentos da forma mais bruta possível. Isso significa com nenhum ou muito pouco processamento. Praticamente não compro nada pronto. Se vou comer, ou tenho que cozinhar ou roer algo que não tenha necessidade de preparo. Mas o que me chama atenção é o furdunço que causa a restrição de carboidratos em praticantes de atividades físicas. A impressão que se tem é que carboidrato é a única fonte de energia para mover o nosso corpo, funciona muito bem para todo mundo e a restrição deste impactaria na performance. E mais, pode resultar em perda de massa muscular.

Sou apaixonada por esportes. Já fiz de tudo: ballet, esportes coletivos, atletismo, lutas, etc. Há algum tempo, cerca de 5 anos, comecei a correr e foi um vício sem volta. Comecei com aquele corre/anda/corre/anda e lembro até hoje quando corri 1,5km sem parar, me achando uma maratonista! E vieram os 5, 10, 21, 30 e a maratona e a vontade de correr cada vez mais. Junto a isso, sempre dei minhas voltinhas de mountain bike. E veio a speed e a contra relógio.

Retomei a natação que praticava quando era criança e  resolvi organizar (ou não) a minha bagunça esportiva vindo parar no triathlon. O engraçado é que, antes de começar a seguir um programa de treinamento, eu praticava esportes sem muita preocupação com pré treino, catabolismo, “quebra”, apenas me alimentava normalmente, sem exageros ou protocolos milagrosos. Nunca estive acima do peso, mas tinha um desejo de ficar mais leve para melhorar minha corrida. Procurei minha nutricionista, que me acompanha há uns 5 anos. Vou ao consultório umas duas vezes por ano para trocar ideias, fazer exames e ver se está tudo ok. Ela sugeriu uma redução (REDUÇÃO, não eliminação, sem terrorismo) no consumo de carboidratos. Tudo bem até aí. Mas o que me deixou chocadíssima, foi uma sugestão para os treinos pela manhã - utilizar gordura como fonte energética. ‘MEU DEUS, eu não vou aguentar, eu vou passar mal, eu vou cair no chão’. Ela insistiu que eu experimentasse e para  minha surpresa, trocar uma refeição pré treino por algumas oleaginosas e café pretinho foi perfeito para mim! Depois do treino faço uma refeição normal, sem excessos, como frutas e ovo mexido por exemplo.



O treino rende a mesma coisa, não preciso acordar mais cedo para fazer uma refeição e ainda aguardar a digestão. Além disso, a redução de carboidrato na minha alimentação me rendeu uma perda de 5% de gordura, sem alterações significativas na massa magra. Não acho que todo mundo tenha que adotar uma alimentação como a minha e também não acredito que exista um método milagroso nem nada semelhante, mas acredito que experimentar novas estratégias pode trazer boas alternativas em relação as recomendações tradicionais que nem sempre são adequadas para o nosso cotidiano e ao nosso organismo.  Acredito que quando utilizamos os alimentos da forma mais simples possível, teremos mais saúde e seremos menos escravos de prescrições dietéticas mirabolantes.


Lasanha de berinjela
         Parece que eu e a Mari estamos no mesmo time. Se você também acredita que há vida além do carboidrato, compartilhe comigo seus hábitos alimentares e publicarei aqui no blog. Na próxima quarta, quem vai contar pra gente um pouco de sua alimentação é a triatleta Ina Oestroem. Fique ligado. Vlw.


Resumo do treino

Bike/rolo: 25’
Trote: 1,5km
Corrida – 12k – 58’19”
Pace: 4’51”

Caminhada descalço: 4,32km

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Roberto Lemos fala das vantagens de pedalar no rolo

Indoor, mas não muito
         Ainda era noite quando desci pra tomar meu café com leite. A ideia era iniciar o pedal assim que a claridade da manhã desse as caras no circuito de Santa Isabel. Quando saio de casa em direção ao galpão onde a Kombathlon dorme, pingos marotos de chuva me obrigam a retornar ao abrigo quente chamado lar. ‘Será que o tempo vai melhorar?’, pensei. Já devidamente paramentado pra o treino, deitei numa rede armada na sala e fiquei esperando. Nada. Eu tinha compromisso às dez horas em Águas Mornas e pra isso teria que findar a peleia até no máximo nove horas. Não tem como fazer mágica com as horas. Tive que abortar a peleia. Sem problema, a bike vai ficar pra o fim da tarde. Foi o que me veio à cabeça. Resolvido a questão, fui pra correria. E foi corrido mesmo. Mesmo assim, cheguei a tempo pra natação com a Iromind em Floripa. Assim que acabou, me aconcheguei na Supermotathlon e voltei pra o CT. Quando estou chegando a Santa Isabel, vejo que o tempo não mudou muito em relação a como estava pela manhã. Ih, rapaz, será que o pedal hoje será no rolo? Não gostei.

No rolo, mas em meio a natureza
         Depois de almoçar, entrei em contato com o coach pra avisar que não rolaria o pedal na estrada. Pedi-lhe um treino no rolo fixo. Prontamente, Roberto mandou o treino pelo  zapzap. Pra mim, o rolo é só pra aquecer antes de correr. Treinar bike no rolo não é nada convidativo. Um amigo parece saber o que o outro pensa. E Rob mandou o link da página do triatleta canadense Lionel Sanders, detentor do melhor tempo registrado em uma prova de Ironman. Detalhe: 95% dos treinos de bike do carinha são indoor. Ou seja: o maluco pedala mesmo é no rolo, véi. Aproveitei pra aprender um pouco mais com o Roberto acerca desse tipo de treinamento.  

É suado
         Roberto Lemos é gaúcho. Daqueles invocado, que parece não ter muita afinidade com o sorriso. Ao menos é a impressão que passa pra quem conversa com ele pela primeira vez. Dono de um coração do tamanho do Titanic, está sempre pronto a compartilhar seus conhecimentos de triathlon com quem o procura. E olhe que ele entende pra caramba. Este ano, Rob completa cinquenta anos de idade e trinta de profissão. E desses trinta, vinte e seis foram dedicados ao esporte das três modalidades – natação, bike e corrida. Todo esse tempo já permite que muitos profissionais se aposentem, mas ele pensa diferente: “estou apenas na metade do caminho”. O que ele pensa sobre os treinos indoor? Bora saber então. Com vocês, a palavra do treinador da Iromind, Roberto Lemos.

O treino indoor é importante pra todos os níveis de atletas. É muito mais do que um paliativo pra os dias de chuva ou pra quem não tem tempo de pedalar na estrada. O treino no rolo oferece várias vantagens, e dentre elas podemos destacar:

- O atleta se concentra apenas no treino e nas suas métricas (cadência, potência, frequência cardíaca e percepção de esforço), bem como nos intervalos de descanso. Isso não acontece quando o atleta está na rua e tem que prestar atenção no trânsito e na pilotagem da bike.

- O treinamento intervalado no rolo é consagrado como sendo a chave para a melhora da performance através da melhora consistente da capacidade aeróbia máxima (VO2), limiar anaeróbio e capacidade anaeróbia. Isto será efetivamente atingido com treinos de curta duração e programados.

- O atleta aprende a usar os seus limites através dos números e a perceber e avaliar variações individuais como a cadência ideal para cada intensidade e a melhor aplicação da força na pedalada (técnica).
Mesmo assim, o atleta precisará de alguns treinos mais longos onde o ambiente outdoor pode oferecer melhores condições e, é claro, maior satisfação.   

Não tem moleza, tem concentração
         Por fim, pergunto se o rolo pode estragar a bike. E ele responde: “Sim, pode danificar a gancheira  ou o quadro; e é preciso ter cuidado pra não apertar demais a blocagem ou deixar folgas”. E completa: “É preciso um cuidado especial quando for um rolo mais simples, tipo o teu. Hahaha”. Pô, coach, assim tu me quebra. Depois desse papo, fiz meu treino no rolo muito mais satisfeito.

Resumo do treino no rolo
Tempo: 1h05
 - 20’ giro moderado progressivo incluindo 5 sprints de 30” com 110 rpm.
- 4x4’ big gear c/60 rpm c/2’ de giro moderado
- 2x 6’ carga média a 80% aumentando a cadência a cada 2’, com 2’ moderado
- 5’de giro moderado


Foi suado, viu. Vou aproveitar o barulho dessa chuva e botar a cama nas costas. Vlw.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Correr no asfalto pode ser mais confortável do que na estrada de terra

Caminhar descalço ao fim do treino é ótimo
         Após quarenta minutos aquecendo no rolo, saí pra cumprir os doze quilômetros de corrida. Só no cafezinho, pra pirar o cabeção da turma que adoooooora encher o bucho de carboidrato quando acorda. “O café da manhã é nossa principal refeição”, defendem uns e outros adeptos de um pré-treino turbinado. Tô zoando. Cada quá com seu sarapiquá, como diz o ditado. Prefiro o cafezinho com leite. Pança cheia me incomoda pra caramba. Saio no meu trote por um quilômetro e meio de estrada cascalhada, descendo a montanha,  aproveitando pra fazer alguns educativos de corrida. Chegando ao asfalto, ligo o Garmim e começo a correr. Depois de dois quilômetros e meio, pego uma estradinha de terra com ligeira inclinação, conforme recomendou a planilha da Iromind. Fujo do asfalto pra diminuir o risco de lesão.

Tem coisa melhor do que correr num lugar assim? 
         Quando termino os 12k, tiro os tênis e caminho descalço. Pela primeira vez vou fazer isso no asfalto. São três mil metros caminhando, e a metade da distância é asfalto. A outra é a estrada cascalhada que desci trotando e agora vou subir. Por increça que parível, o asfalto é bem mais confortável que o cascalho. Em um piso ou no outro, a sensação de andar sem tênis é muito boa. Pretendo mesmo é correr assim. Não quero, entretanto, mudar repentinamente e me lesionar. Farei a adaptação gradual. Com o passar do tempo, a tendência é que eu use o menos possível os tênis. Pra isso venho estudando com afinco o assunto. E contando com o suporte de alguns amigos que já fazem isso. Um colega chegou a me dizer que tem tênis que me deixaria muito mais rápido. Uma coisa assim ultra/mega/hiper tecnológica. Tá dispensado, prefiro ser um pouco mais lento e saudável que ligeiro e lesionado.

Hidromassagem 
        Chegando ao CT, dois copos de leite gelado, duas bananas e uma laranja antecedem os ovos com bacon e presunto. Aproveito o embalo e vou roçar o mato que insiste em crescer e fazer do sítio uma selva. E aí vão mais duas horas de serviço. Valendo-se do fato de que também sou “fi” de Deus, e que estou mais do que suado, mergulho na água gelada do riacho sagrado. A hidromassagem faz um bem danado. Saio zero bala. E não farei mais nada de exercício no resto do dia. Ah, chega, né. Hahaha.

Funcional Roçadeira - hahaha
Zerando a panturrilha

Resumo do treino
Bike no rolo: 40'
Caminhada: 1,5km - 12'
Corrida 12km
Tempo: 1h06
Ritmo: 5’28”
Ganho de elevação: 168m
Caminhada descalço: 3km - 34'
Funcional/Roçadeira: 2h
Tempo total em atividade: 4h32'

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Cachorro, água viva e maribondo; a semana teve de tudo


         Choveu pesado por toda a noite. Era 5h46 quando, pelo whatsup,  informei aos meus colegas da Iromind que a chuva, infelizmente, continuava. Eles estavam em Florianópolis e precisavam dessa informação pra decidir se viriam para o Posto Serra Mar fazer o tradicional treino dominical de montanha. A maioria optou por não arriscar temendo que o aguaceiro não desse trégua. E o pedal foi cancelado. Aproveitei pra dormir um pouco mais e só larguei o conforto da cama por volta das oito horas. Quando tem chuva, faço o treino de Mountain Bike. E MTB na lama e no morro, com o tempo estimado em mais de três horas de duração e muita força a ser feita nos cambitos, comi três ovos com presunto. Além do café com leite, claro. 
Feiona parece supervisionar a bike antes de minha saída
         Minha bike só comporta uma caramanhola, e não pode ser cheia. O suporte de garrafa tem pouca inclinação e basta uma descida mais encrenqueira pra caramanhola ir pra o espaço. Quanto mais pesada a garrafinha, maior a probabilidade de alçar voo. Decido pedalar por perto de casa, assim não preciso levar bomba, câmera reserva, chaves, esses apetrechos que os pedalantes costumeiramente levam.

Anitápolis ou Angelina?
         Depois de dez minutos resolvo entrar na BR-282 e seguir até o trevo de acesso a Rancho Queimado. E me vem uma dúvida: ‘volto, sigo pra Anitápolis ou vou até Angelina?’. Sem equipamento algum, o mais prudente seria voltar. A imprudência foi mais convidativa e rumei pra Angelina. De lá, segui pela estrada de terra que conduz a São Pedro de Alcântara. É um pedal delicioso. Tem morro pra caramba. E as valas abertas pela chuva deixou o caminho bem traiçoeiro. Ou seja, muito devagar pra subir e devagar pra descer. O visual, o barulho dos riachos que acompanham o ciclistas durante quase todo o trecho e o desafio de se manter em cima da bicicleta compensam todo o esforço. 
Angelina
         As duas maçãs que levei me deram a maior força depois de 2h30 de esforço. A água acabou meia hora antes de findar a peleia e tive que aguentar até o fim. Algumas bicas na beira da estrada até me convidaram pra molhar a garganta. Nesse quesito, porém, não abro mão da prudência. Moradores locais criam porcos e os dejetos vão direto para os cursos d’água. Sem falar da imensa quantidade de agrotóxico usada na região. Vai tudo para o lençol freático, amizade. Bebo nada, “homi”. Quando chego ao CT, entretanto, encho a pança com três copos de leite gelados. O almoço veio na sequência. Detalhe do pedal: não caiu uma gota de chuva. 
Dá pra notar qual mão foi alvo do maribondo? 
         Mais tarde, fui colher uns figos e “si dei mal”.   Maribondos pouco amistosos haviam feito seu lar ao lado de algumas frutas. Não vi. Pense numa picada. Ainda bem que foi só um. Porque a mão inchou pra caramba. E até agora permanece inflada. Não, não é inflamada, é inflada mesmo. Hahaha. Vô te contar, viu, ainda bem que a semana terminou. Porque na quarta passei um perrengue com cachorros nervosos, ontem a água viva me acertou e hoje o maribondo me ferroou.  No aspecto de treinamento e cumprimento da planilha, porém, a semana foi bastante proveitosa. Que venha a próxima, porque essa já foi pra conta. By, by. 

Com o amigo Adilson Godinho
         Ah, quase esqueço de contar: quando estava assistindo um filme a tarde, escutei um chamado vindo lá de baixo, da estrada que leva ao vilarejo. Era o amigo Adilson Godinho que estava fazendo o seu pedal e aproveitou pra entrar e reabastecer as caramanholas. Obrigado pela visita, parceiro. 

Resumo do treino
Distância: 56km
Tempo: 3h23
Ritmo: 16,6km/h
Ganho de elevação: 1601m

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A estreia da boia de segurança




         Sete horas em ponto. Foi quando entrei no mar hoje na companhia do companheiro de Iromind Marcelo Marjoros. Dia de estreia, viu. Há tempos eu procurava uma boia de segurança que ajudasse na minha identificação no mar por parte de pequenas embarcações, tipo lancha e jet-ski. E onde eu pudesse colocar a chave do carro e o celular quando fosse nadar sozinho e não tivesse com quem deixar esses apetrechos. Meu amigo Michael Bruggman trouxe alguns modelos da Bélgica e me avisou que estava vendendo. 


         Porque comprar, porque não comprar, compreiôô. Sabe como é verão em Floripa: tem uma raça que enche a cabeça, pulmão e  buxo de coisas ruins e depois sai pra desfilar. Uns se mostram dirigindo carros, outros fazendo manobras perigosas em Jet próximos aos banhistas e os que se acham melhores do que 007 chegam bem perto da praia em lanchas quase desgovernadas. Os nadadores que se cuidem, então. Pensando em minha segurança foi que adquiri esse item. Olha, é muito legal. Não incomoda quando a gente nada. Teve momentos que até olhei pra ver se ela ainda estava presa a minha cintura.
 
A boia pode ser vista de longe
         Eu tinha três mil pra nadar. Nessa época do ano, aproveitamos a temperatura mais elevada da água e nadamos sem a roupa de borracha. Quando estava nos mil e quinhentos metros, uma água viva achou de beijar meu braço. Ao sentir a queimação, fiz um movimento brusco pra me livrar da danada. Ela ainda deu-me um beijinho no queixo.   Pense numa coisinha pra arder. Minha reação imediata foi a de sair da água, mas pensei: 'se isso ocorresse num Ironman eu abandonaria?'. Queimando e ardendo, era um misto dessas duas sensações, fui até o fim da distância planejada. Chegando no La serena, Roberto me orientou a lavar com água doce gelada. Depois fui ao posto de Salva Vidas e a moça que me atendeu passou vinagre. Antes de eu ir embora, ela me deu um alerta: “Não lave com água doce”. Roberto, Roberto.
 
Irominds no intervalado de bike no rolo estacionário

         Depois tivemos quarenta minutos de intervalado na bike. Isso no rolo fixo, supervisionado pelo coach. Ao fim, saímos pra uma corrida de cinco quilômetros, onde alcancei meu amigo Rodolfo e fui no embalo dele até o final. O café com leite da manhã e as duas bananas do pós treino já estavam acabando o efeito quando cheguei de volta ao CT por volta das 13h. Dois copos de leite gelados mataram minha sede. Mas não é leite de saquinho nem de caixinha, mô filho. Bendito frango frito na banha de porco dentro de uma panela de ferro. As verduras e o fígado de galinha deram o toque final ao almoço. E a tarde foi de descanso. Cuzcuz com ovo é, pra mim, uma ótima janta pra aguentar o longo de bike amanhã. Domingo é dia de montanhar, gente boa. Então borá descansar. Vlw.

Ala das meninas

Resumo do treino
Natação: 1h03 - 3,01km
Bike:  40’ intervalado no rolo
Corrida:
5km  
Tempo: 21’52”
Pace: 4’22”