Acompanhe o dia a dia de um triatleta amador dedicado integralmente ao triathlon. Onde treina, como treina, com quem treina, de que se alimenta. Hahaha. Aqui você também vai encontrar entrevistas exclusivas com pessoas ligadas ao triathlon, crônicas e reportagens envolvendo o esporte de três modalidades.
terça-feira, 9 de maio de 2017
domingo, 7 de maio de 2017
Corrida boa depois de um péssimo pedal
Hoje a planilha mandava pedalar 150k, e correr 12k. Acordei
às cinco da manhã, pois pretendia inaugurar a Via Amiga do Ciclista. Acreditem,
paisanos e paisanas desse Brasil véio dominado por políticos inescrupulosos, a
Avenida Beira-Mar Norte estaria com um trecho fechado para carros e liberado
para bicicletas. São pouco mais de dois quilômetros, tudo bem, mas pra uma
cidade que nunca se preocupou em proteger a integridade física dos pedalantes
já é alguma coisa. Não tinha chuva na Daniela. Não tinha, do verbo mais tarde vai cair um toró. Saí de
casa pouco depois das 5h30, e meia hora depois estacionava a Kombathlon próximo
ao local onde as assessorias estavam montando suas tendas.
O asfalto molhado me deixou cabreiro. Não gosto de fazer
longo de bike na chuva. É muito arriscado. O tempo fechado e a escuridão não me
deixaram muito animado e esperei o dia clarear pra eu iniciar o aquecimento na
Avenida que àquelas alturas era só para as bikes. Pra ser bem exato, às 6h27
comecei a pedalar. Eu e mais uma meia dúzia de três ou quatro abnegados. Por volta
das sete horas começou a chegar mais uns vinte. Entre sete e oito horas a
galera foi chegando com força. Já passava das oito quando quase caí da bike ao
ver uma montoeira de bicicletas posicionadas para invadir o circuito. Pense num
enxame. Em seguida o toró vadio obrigou-me a abortar o treino. Eu e mais uma
galera. Ficamos de papo até que a via fosse reentregue aos automóveis. Já estava
indo pra casa quando decidi, com meu parceiro Lamartine Falleiro, retomar o
pedal indo para a SC-401. Convidamos outro atleta da Iromind, Arley AC/DC, pra
ir conosco. Pra quem não conhece o Arley, AC/DC significa Antes da Clarinha e
Depois da Clarinha. Clarinha é a filhota do nosso amigo.
Tenho muita dificuldade em fazer pedal como o de hoje – para,
retoma, para de novo. Lá para as tantas o Arley concluiu seu treino e continuei
na companhia do Lamartine. Aí a chuva chegava, melecava a gente e ia embora pra
voltar minutos depois. Uma chata. Em determinado momento, com fome e me
arrastando, chamei Lamartine pra entrar numa loja de conveniência porque eu
precisava comer. Eu até levava gel, mas queria comida salgada. Paramos num
posto de gasolina em Canasvieiras e matei quem tava me matando. Quatro pães de
queijos, um Nescau e uma coca foram meu almoço. Mesmo assim, fiquei bem feliz
quando cheguei de volta à Beira-Mar. Somando os três trechos foram 149,23km na
magrela. Ufa, acabou. Guardei a bike na Kombathlon e saí pra correr. Apesar de
chegar me sentindo moído, fiz uma corrida firme. O último quilômetro,
inclusive, corri pra 4’25. Será que foi o efeito do pão de queijo? Hahaha.
Amanhã, pela primeira vez no ano, minha planilha indica Off. Será o Armageddon?
Resumo do treino
sábado, 6 de maio de 2017
Só um resumo
Hoje meu treino era apenas 4km nadando em Jurerê. E agora, às 23h55 é que estou vindo escrever aqui no diário. Por isso, postarei apenas uma foto da praia e o resumo do Garmim. E tenho apenas cinco horas pra dormir. Ainda bem que dei uma cochilada à tarde.
Resumo do treino
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Dois em um - treinos de quinta e sexta juntos
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| Depois de se aventurar pela SC-401 ela volta ao lugar seguro |
Hoje, cinco de maio, sexta feira, estou postando dois dias de
treinos – o de ontem e o de hoje. Problemas de saúde na família findaram dando
uma mexida na minha rotina de preparação pra o Iron. Com isso, findei me
perdendo no tempo ontem, embora o treino tenha saído. Depois de anos sem saber
o que era uma gripe, fui pego pela safadinha. Acho que é mesmo pela baixa da
imunidade devido ao esforço exigido do corpo. Meu organismo reagiu, mas a
megera me incomodou por dois dias. É aquela coriza, moleza no corpo, vontade de
deitar e não se mexer. E pra treinar, como faz? No meu caso, o foco no Iron foi
a motivação pra superar a fadiga física.
Ontem acordei por volta das sete horas. Fui dormir tarde,
depois de uma quarta feira cansativa acompanhando o quadro clínico do meu
sogro. Depois de minha tradicional omelete, esperei uns vinte minutos e saí pra
o treino de bike na SC-401. Pra quem não é de Floripa, essa via é a mais
movimentada da capital catarinense. É por onde desfilam os triatletas no Ironman.
Este ano eu ainda não havia pedalado nesse trecho por receio de ser atropelado
por carros desgovernados. Assim como eu,muitos ciclistas e triatletas
abandonaram a SC-401. Em um pedal curto, como foi o caso de ontem, levei apenas
uma caramanhola com água. Não bebi, porém, nem a metade. Embora não tenha sido
um pedal forte, fiquei muito cansado.
Às treze horas estava no Paula Ramos nadando com os Ironminds.
Estando em Floripa, ao menos não tenho o desgaste de vir do CT até o clube. A natação
foi sofrida também. Procurei energia onde não tinha pra concluir o treino. E após
a pancadaria fui obrigado a subir a serra e dormir por lá. A qualidade do sono
é outra. Em Floripa não tem o barulho da água nas pedras do riacho. Dependendo
da maré, às vezes ouço as ondas quebrando na praia. Isso é raro, porém, porque
a Daniela é uma praia de águas plácidas.
Bem alimentado e hidratado de ontem a noite, hoje treinei em
jejum. Em jejum não significa com fome, vale sempre ressaltar. A planilha
mandava correr em ritmo progressivo, e foi o que procurei fazer. Depois de um
quilômetro e meio de trote e educativos, dividi a corrida em três blocos de 3k,
saindo da zona um e indo até a zona três. Por último, 1km solto. Pra finalizar,
dois quilômetros de caminhada. Amanhã tenho longo de natação em Jurerê e o
corpo está cobrando descanso. See you.
Resumo do treino
Quinta
Natação: 2.200m
Bike:
Hoje
quarta-feira, 3 de maio de 2017
A difícil tarefa de abandonar uma prova - por Fernando Faria
![]() |
| Fernando terminando a natação e partindo pra pegar a bike |
O meu treino de hoje foi um longo de corrida –
26km. O resumo está lá em baixo. Quem
ocupará o espaço do blog hoje será meu amigo Fernando Faria, triatleta da
Iromind. Natural de Santos (SP), Fernando tem 33 anos e começou a nadar quando
tinha onze. Atualmente dando aula de natação, ele tem um histórico de maratonas
aquáticas em piscina. No início deste ano, decidiu entrar para o agitado mundo
do triathlon. O short triathlon de Garopaba, no início de março, foi sua
primeira prova. Menos de dois meses depois, Fernando achou que era hora de
fazer um olímpico. O lugar não podia ser melhor – em Jurerê, onde ele treina
todos os sábados com a equipe. As coisas, infelizmente, não saíram como ele
previu. Abandonar uma competição é doído demais pra qualquer atleta, embora
seja um tanto quanto corriqueiro de acontecer. E Fernando conta pra gente como
foi essa experiência.
O
domingo amanheceu frio e com o céu aberto, dia ideal para uma prova que para
mim seria minha primeira prova longa, pois havia feito somente um Short Triathlon,
metade do que eu iria enfrentar logo mais. Conversei com alguns amigos e estava
na espera para pegar meu kit com meu técnico. Quando peguei, tratei de colocar
meu número na bicicleta e entrei na área de transição. Aprontei minhas coisas e
coloquei minha roupa de borracha, pois gosto de entrar na água antes da
largada, para sentir o mar (temperatura, corrente marítima e visão das boias). A largada achei que foi mais tensa que Garopaba. Muitas
pessoas tentando achar a melhor posição na água, aonde tiveram muitos contatos
físicos. Tratei de mudar minha posição e seguir em frente na prova. No meio da
segunda volta me deparo com meu técnico Roberto Lemos nadando ao meu lado e
sigo-o até completar o percurso da água. Quando sai da água senti minhas pernas inchadas e meu tríceps
direito também. Fui para transição, tirei a roupa rápido e peguei a bike para
iniciar o percurso de ciclismo.
Já no primeiro retorno minhas pernas haviam
voltado ao normal, mas senti que meu braço direito ainda estava ruim. Tentei
relaxar soltando ele um pouco. Mas não adiantava, cada volta que eu passava meu
tríceps ficava mais dolorido, até o ponto desta dor seguir para o cotovelo. Comecei
a pensar em abandonar a prova, e isso era o meio da segunda volta. Tentei
seguir, mas quando completei a terceira volta
não aguentava mais mudar de posição. Comecei a pensar nas pessoas que eu estaria
decepcionando - minha esposa, meu técnico, minha equipe. Tudo começou a vir,
mas senti que era o certo a fazer, pois estava com dores desde o início do
ciclismo. Quando parei, falei com um amigo de equipe que havia furado o pneu na
minha frente. Até pensamos em mudar de bike para ele seguir com a minha, mas o
mesmo desistiu. Outras pessoas da equipe vieram conversar comigo, preocupados
sobre o que havia acontecido. Foi bom saber que nós somos uma equipe forte
dentro e fora das provas.
Depois que eu parei e fiquei com outras pessoas, passou pela minha cabeça que eu podia continuar. Mas saindo da posição da bike, e depois de ter passado pelo quiropraxista, minha dor havia aliviado e eu podia tudo naquele momento.
Depois que eu parei e fiquei com outras pessoas, passou pela minha cabeça que eu podia continuar. Mas saindo da posição da bike, e depois de ter passado pelo quiropraxista, minha dor havia aliviado e eu podia tudo naquele momento.
Com a cabeça mais relaxada em casa, fiquei puto, irritado com o que havia acontecido comigo. Mas depois levei para o lado do aprendizado. Em toda prova quero aprender algo. Em Garopaba aprendi, em Jurerê também. Agora o foco é voltar a treinar e seguir para próxima. Tenho a meia maratona de Floripa para fazer e triathlon no próximo semestre. A vida continua...
É bem isso, amigo Fernando, aprendemos a cada prova. Nos veremos ainda em muitas competições de triathlon. Não dá numa, dá em outra.
Resumo do meu longo de corrida de hoje
terça-feira, 2 de maio de 2017
Edith Gondin vence a categoria no Olímpico de Jurerê e conta como foi
E a postagem de hoje fica por conta da minha amiga Edith Gondin, que depois de um período lesionada mandou bem pra caramba no Olímpico de Jurerê no último domingo. Com direito a torcida organizada. hahaha. E o meu treino fica lá no fim do post, só um resumo pra registrar neste diário. Então bora saber como foi a prova da Edith.
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| Daví é o de camisa preta |
Dia 30 de abril de 2017, Olimpico da FETRSIC, Jurerê. Esta
prova é a mais querida para mim. As melhores distâncias. É rápida suficiente
para a família não se aborrecer, mas não tão curta para a gente se matar e se
chatear porque não acaba tão rápido. Mas voltemos um pouquinho no tempo, para
que eu possa explicar o motivo de minha expectativa exacerbada nesta prova. Ano passado havia me preparado para um meio Iron... seria meu
limite máximo. Mas o tempo enlouquecido me impediu de fazer este teste; a prova
havia sido cancelada. Não sei se por conta dos excessos destes treinos ou não
(nunca saberemos) mas há pouco mais de um mês me lesionei feio no posterior da
coxa e glúteo médio direitos. Lesão extensa provada em ultrassom. Dor que me
fez parar o longo de corrida no 2º km e voltar mancando para casa. Fiquei
arrasada, afinal era minha primeira lesão séria. Resultado: iniciei
fisioterapia, muito gelo, segui com o treino funcional e parei as corridas.
No alto dos meus 47 anos parar um treino não é bom. O retorno
seria implacável e eu sabia disso. Muitos conselhos bons e segui a risca todos.
Mas eu queria fazer o Olimpico... era minha prova querida! Eu também sabia que
teria que “enfrentar” uma escolha de desistência se a coisa piorasse e, tenham
certeza, não seria fácil e só quem treina forte e com objetivos sabe o quanto é
difícil ter que desistir de uma prova para prevenir mal maior. Treinei o que
pude: natação e ciclismo... corri apenas na semana da prova e bem fraquinho, só
para testar. E então chegou o grande dia: acordei 5hs, noite muuuuito
fria, céu estrelado e logo o sol apontava com aquele bom-humor típico de um dia
lindo anunciado. Mas o melhor de tudo na vida é ter APOIO, e isto não se resume
a uma mera concordância com o que fazemos, mas sim ao olhar atento e orgulhoso
de quem a gente gosta muito. Estavam ali meu companheiro Ryan Werneck e seu
filho Davi, este bem curioso e pasmo de ver aquela gente toda se preparando
para entrar na água fria sob uma temperatura externa de aproximadamente 10°C.
Enfim a largada num mar tranquilo... Todo mundo feliz,
portanto (rsrsrs... Davi não entendia como era possível aquela felicidade nos
rostos prestes a congelarem). Natação e ciclismo tranquilos, conforme previsto.
Entreguei a bike e pensei: “vou parar sim se começar a doer”... Imagine! Ter
que fazer a cabeça para parar? Somos todos loucos mesmo! Até o 5°km tudo
certo... Nada de dor. Após isso começou o desconforto bem na área lesionada. Tive que pensar rápido porque, enfim, tinha feito a cabeça
para parar a prova se doesse! (mas eu não queria parar... aaaahhhhh). Certo ou
não fiz uma compensação com a outra perna e corri mancando um pouco, antes de haver
dor. Quando tinha muita galera olhando confesso que voltava ao normal (kkk).
Jogava a perna lá para frente solta para tentar aliviar e forçar o mínimo, e
assim fui, tentando daqui e dali para evitar a dor fatídica.
Final? Completei... Cheguei rindo no portal... Feliz para
caramba! Resultado: 1º lugar categoria, tempo total só 5 minutos mais que o do
ano passado na Base Aérea. Minha mãe vendo minha premiação é um dos melhores
apoios que tenho, pois foi ela que ficou centenas de vezes com meus filhos para
eu poder treinar. Não tive dor significativa na perna lesionada, mas admito que
a outra sentiu um pouco. Mas já vai passar!!! kkkkkk
Resumo do meu treino de hoje
Natação: 2.200m
Bike:
segunda-feira, 1 de maio de 2017
No dia do trabalho teve treino e teve mais um relato de competição
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Este blog sempre estará aberto aos meus amigos triatletas
que queiram postar seus treinos e relatos de competições. Quando acontece isso,
meu treino vai lá pra o fim do post. Continuando no Triathlon Olímpico de
Jurerê, realizado ontem, quem divide sua experiência conosco é meu parceiro da
Iromind, Guilherme Santos de Oliveira – outro Gui. Ele nasceu em Laguna, tem 27
anos, é bancário e mora em São José (Grande Florianópolis) faz um ano e meio. Descobriu
o mundo da corrida há três anos, mas estava longe de ser um sedentário. O cara
foi atleta de handebol na adolescência. Seguindo a linha de muita gente,
começou a correr pra perder uns quilinhos. Aí pegou gosto e já nos primeiros
meses encaixou uma meia maratona. No embalo, fez uma maratona em seguida. E vieram
outras maratonas. E vieram as ultra maratona. E vieram as... Não, não, quem
veio foi o triathlon. Há exatamente um ano ele entrou na Iromind pra treinar
com Roberto Lemos. Deu pra ver que esse menino tá mal intencionado, né? Hahaha.
Anotem o nome dele, esse lagunense vai longe. Ao me escrever ele destacou: “trabalho
oito horas diárias, pelo menos, mas treino todo dia pra evoluir sempre”. Então borá,
Guilherme, conta aí como foi a prova.
Foi assim:Natação - 1730m em 35’59” / ritmo médio de 2’05”/100mT1 2’08”Bike - 40km - 1h12’53” / média de 33,1 km/hT2 0’40”Corrida - 9,9km em 39’27” – pace de 3’57”/kmTempo total de prova: 2h31’07”Era o que eu imaginava que sairia. No geral gostei e sei que tenho muuuito pra melhorar. Então bora treinar mais.
Largamos quando o sol
estava nascendo. O mar estava uma piscina e não tinha vento, porém o frio
continuava a incomodar. Alguns metros após largar meu óculos embaçou todo,
ficando muito difícil de ver as boias. Assim tentei nadar junto com outras
pessoas pra não me perder. Já no fim da primeira volta (foram 2) eu vi que
estava muito pra trás, ajeitei o óculos e fui pra segunda volta tranquilo,
sabendo que teria que fazer muita força no pedal e corrida. Sai da água,
cheguei na transição praticamente vazia, peguei a bike e parti pro pedal ainda
com muito frio. Fui pedalando forte o tempo todo, peguei alguns vácuos mas não
fiquei muito tempo neles. Fiz minha prova, eram 6 voltas e isso é legal porque
conseguimos ver a turma toda várias vezes e nos motivar com isso. Além de
passar varias vezes pela família e amigos que berram e torcem muito.
Quando
larguei a bike na transição, coloquei o tênis e sai pra correr, já na saída da
transição a turma que assistia deu aquele incentivo e gritei: ‘Agora o bixo
pega’. Pra mim a corrida é a melhor
parte. Assim foi. Nas quatro voltas consegui correr tranquilo, mantendo
respiração e concentração, incentivando e sendo incentivado pelos outros
atletas e amigos. Ali passei muita gente, mas não o suficiente pra ter um bom
resultado, mas com calma ele vira.
Resumo do treino do Gile hoje
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